Demissões em massa via Zoom estão mais comuns

Com o trabalho híbrido, muitas empresas passaram a demitir online – mas a prática pode trazer problemas

Em meio à onda de demissões em startups, relatos de funcionários que foram dispensados por meio de videochamadas em grupo (ou até mesmo e-mails) começam a se multiplicar nas redes sociais. A prática ganhou até nome: zoom firing.

Um exemplo é a empresa americana Better.com, que demitiu 900 funcionários no Zoom em dezembro do no passado. “Se você está nessa ligação, você faz parte do grupo azarado que está sendo demitido”, teria dito Vishal Garg, CEO da empresa, na ocasião. Em 2022, algo parecido ocorreu na também americana Carvana – alguns foram demitidos por Zoom, outros por e-mail.

Uma fintech sueca também seguiu os mesmos passos, anunciando 700 demissões em uma mensagem pré-gravada.

Especialistas ouvidos pela BBC alertam que, embora muitos desses trabalhadores atuem em home office e, consequentemente, a empresa esteja acostumada a se comunicar por meio das plataformas digitais, as demissões em massa pelo Zoom seriam problemáticas.

Além de prejudicar a imagem das companhias e afetar a atração e retenção de talentos, essas demissões online também afetam negativamente os profissionais e feririam uma das regras básicas dos processos de desligamentos: conversar individualmente com os ex-funcionários e oferecendo feedback, permitindo que eles consigam assimilar melhor a notícia. 

Haveria muito pouca dignidade e respeito nessa prática, dizem os críticos. Se em um mundo em que os profissionais são recrutados, treinados e trabalham online, demitir centenas de uma vez da mesma forma pode parecer eficiente, a longo prazo, isso pode se virar contra a própria empresa. 

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