Segundo Slack, líderes querem voltar para o escritório duas vezes mais que liderados

Levantamento do Slack apontou que há um descompasso entre líderes e liderados quando o assunto é o modelo de trabalho pós-pandemia

O mundo corporativo hoje vive um paradoxo: enquanto grande parte dos trabalhadores se acostumou ao home office e quer continuar com essa opção, líderes não veem a hora de retornar ao escritório.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Slack, que ouviu 10 mil profissionais em seis países, os executivos são duas vezes mais propensos a querer voltar ao escritório em tempo integral, em comparação aos profissionais que não ocupam cargos de chefia.

Dois terços dos gestores estariam dispostos a adotar o trabalho híbrido, desde que a maior parte do tempo fosse gasto na empresa.

Entre os funcionários que não estão em cargos de liderança, mais de três quartos (76%) disseram que desejam flexibilidade para trabalhar em casa ou no escritório, e ainda mais, 93%, desejam flexibilidade nos horários em que trabalham.

O fato é que os líderes sempre gozaram de uma maior flexibilidade e autonomia: o home office, para eles, é indiferente.

“Mesmo trabalhando em casa, os executivos têm melhores recursos. Eles têm uma bela casa com muito espaço, a capacidade de custear creches quando as escolas estão fechadas. E, quando estão no trabalho, para os líderes há escritórios de portas fechadas, enquanto seus subordinados trabalham em baias compartilhadas”, declarou Brian Elliott, vice-presidente sênior da Slack para o site Wired.

Só que esse descompasso pode gerar desengajamento e rotatividade nas equipes. Ainda mais porque, segundo a pesquisa, 66% dos executivos admitem que o planejamento do modelo de trabalho pós-pandemia está sendo desenhado com pouca ou nenhuma participação dos subordinados.

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