Pesquisa do The Conference Board revela que 60% dos CEOs de grandes empresas dos EUA veem os riscos da IA para os negócios como a principal ameaça em 2026
A inteligência artificial (IA) é hoje o principal risco para os negócios, segundo avaliação de CEOs. Uma pesquisa do The Conference Board, com 142 executivos de grandes companhias dos Estados Unidos, mostra que 60% classificaram “IA e novas tecnologias” como ameaça de alto impacto para seus setores. Em seguida aparecem instabilidade geopolítica (59%) e ataques cibernéticos (56%).
O levantamento também mediu o nível de confiança dos líderes corporativos. Entre 3 e 16 de fevereiro de 2026, o índice subiu de 48, no quarto trimestre de 2025, para 59, no primeiro trimestre de 2026 — o maior nível desde o início de 2025. Contudo, o estudo não incorpora os efeitos da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, nem seus desdobramentos sobre o aumento do preço de energia e petróleo.
Apesar da melhora na confiança, o mercado de trabalho segue sob cautela. A parcela dos CEOs que pretende ampliar o quadro de funcionários nos próximos 12 meses caiu de 32% para 31%, enquanto a dos que projetam cortes recuou de 29% para 27%. Pouco mais de 40% esperam manter o tamanho da força de trabalho.
Em se tratando da tecnologia, o resultado sugere uma mudança na agenda dos executivos. A IA continua associada a ganho de produtividade e investimento, mas passou a ser tratada também como um dos riscos para os negócios: investir pouco pode significar perda de competitividade, investir demais pode comprometer o retorno financeiro.
No Brasil, ainda não há um levantamento diretamente comparável, mas dados da Think Work ajudam a dimensionar o estágio de resposta das organizações diante de megatendências.
Na pesquisa da Think Work sobre Desafios do RH 2024, 47% das empresas afirmavam acompanhar o impacto da inovação e da tecnologia nos negócios, mas sem tomar ação a respeito, enquanto 33% tinham promovido mudanças em suas práticas.
Na mesma pesquisa, a fatia das que acompanhavam mudanças demográficas, mas sem agir, era de 35%. Em transformações sociais e comportamentais, esse percentual caía para 27%. Em alterações climáticas, ficava em 35%.

