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60% dos trabalhadores apoiam proibição de IA no trabalho

Pesquisa feita no Reino Unido mostrou que 46% dos trabalhadores apoiam a proibição e estão preocupados que a IA os substitua em seus empregos

60% dos trabalhadores apoiam proibição de IA no trabalho
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Pesquisa feita pela Randstad no Reino Unido mostrou que 46% dos trabalhadores apoiam a proibição e estão preocupados que a IA os substitua em seus empregos

O medo dos efeitos provocados pela inteligência artificial tem assustado os trabalhadores. Uma pesquisa feita pela Randstad, com 1.147 trabalhadores do Reino Unido, descobriu que 60% deles disseram que apoiariam uma decisão do governo de proibir ferramentas de IA no local de trabalho.

“A Itália tentou banir o ChatGPT. Temos greves em Hollywood porque os roteiristas não querem que a IA escreva suas piadas. E os trabalhadores que entrevistamos claramente também não acham que a IA irá complementar a maneira como trabalhamos – eles acham que ela irá atrapalhar. As tentativas de banir a IA do trabalho parecem inúteis”, disse Victoria Short, diretora executiva da Randstad UK, em um comunicado à imprensa.

A pesquisa também descobriu que 26% dos trabalhadores estão muito preocupados com a possibilidade da IA substituí-los em seus empregos. 20% estão um pouco preocupados, 17% não têm grandes preocupações e 37% não estão preocupados.

Quando perguntados se usariam ferramentas de IA para tarefas relacionadas ao trabalho, 37% disseram que não, enquanto 27% disseram que considerariam isso. Mas dois em cada cinco disseram que já estavam usando ferramentas de IA para tarefas profissionais.

Para Victoria, há uma dissonância óbvia entre o medo que as pessoas têm da IA ​​e o fato de que estão usando inteligência artificial, ou estão pensando em usá-la, em seus próprios termos. Ela afirma que embora o medo de que a IA possa ocupar empregos seja um tanto justificado, é uma reação humana natural temer uma nova tecnologia.

“Os empregadores devem lidar com esses medos, tranquilizar seus funcionários e ajudar a reter talentos, oferecendo oportunidades de desenvolvimento em tecnologia, requalificando funcionários e trazendo a próxima geração de trabalhadores, prontos e treinados para o novo ambiente de trabalho, por meio de iniciativas como aprendizes digitais”, explicou ela.