Gestão de pessoas está entre os cargos mais bem pagos nos EUA

O cargo de gestor de RH combina alta remuneração e risco relativamente baixo de automação por inteligência artificial, aponta estudo

O cargo gestor de RH está entre os mais bem remunerados dos Estados Unidos e apresenta risco relativamente baixo de ser substituído por inteligência artificial. É o que mostra um levantamento do site Resume Genius, que analisou profissões de nível superior com base em dados salariais e estimativas de exposição à automação.

Segundo o estudo, a função de Human Resources Manager figura entre as chamadas “new-collar jobs” — posições que exigem alta qualificação, oferecem remuneração elevada e mantêm baixa probabilidade de substituição por sistemas automatizados.

O risco estimado de automação para o cargo de gestor de RH é de 24%, percentual inferior ao de diversas ocupações administrativas, como gerente de marketing ou de vendas. A análise considera fatores como complexidade das decisões, necessidade de julgamento humano e grau de interação interpessoal exigido pela função.

De acordo com dados do Bureau of Labor Statistics, citados na pesquisa, gestores de Recursos Humanos nos Estados Unidos recebem salários médios anuais superiores a 130 mil dólares. A combinação entre remuneração elevada e menor vulnerabilidade à IA reforça a percepção de que funções estratégicas, que envolvem gestão de pessoas, negociação, tomada de decisão e mediação de conflitos, tendem a manter relevância mesmo com o avanço tecnológico.

Uma pesquisa da Think Work, realizada com 648 organizações, aponta que a área de RH no Brasil enfrenta uma equação cada vez mais complexa: equilibrar eficiência financeira com bem-estar, produtividade e a inserção de inteligência artificial na rotina de trabalho. No segundo semestre de 2025, 40% das empresas tinham como prioridade apoiar funcionários no cuidado com a saúde mental, 30% buscavam melhorar a competitividade de custos e 27% concentravam esforços na atração e seleção de talentos.

Em um ambiente de crescente pressão regulatória, tecnológica e cultural, a presença de um RH estruturado deixa de ser apenas operacional e passa a ocupar posição central na sustentabilidade dos negócios.

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