Mulheres são mais competitivas quando enxergam a possibilidade de ajudar os outros com seu sucesso

Segundo pesquisa, ao contrário do senso comum, mulheres são, sim, competitivas. A diferença é que elas são mais sensíveis a aspectos sociais.

Mulheres são propensas a assumir riscos e competir, se puderem compartilhar os ganhos com os colegas, indica um estudo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores recrutaram 238 alunos da graduação e os dividiram de acordo com gênero, em grupos de quatro pessoas.

Eles deveriam resolver problemas matemáticos, sendo que na primeira rodada, receberiam 2 dólares a cada questão completada. Na segunda rodada, 4 dólares foram oferecidos para os dois participantes com melhor desempenho, deixando a outra metade do grupo sem nada. Na terceira e última rodada, os participantes poderiam escolher se receberiam 2 dólares para cada problema resolvido ou evoluir para questões mais complexas e, consequentemente, ganhar mais dinheiro.

Cerca de metade (52%) dos homens escolheram a opção mais competitiva, contra 34% das mulheres. Porém, a reviravolta: quando foram informadas que poderiam dividir o dinheiro com os jogadores de pior desempenho dos seus times, 60% das mulheres avançaram para a etapa arriscada. Já no caso dos homens, eles optaram por competir com a mesma taxa de antes.

A pesquisa sugere uma abordagem inédita: não é que as mulheres não gostem de competir, mas elas são mais sensíveis a aspectos sociais do que os homens. Conhecer essa característica pode ajudar as empresas a desenhar uma política de equidade de gênero mais eficaz.

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