Programa global da Sodexo visa cultura de gestão mais humana

Iniciativa forma líderes em competências comportamentais e culturais, reforçando escuta ativa, empatia e colaboração

Em meados de 2024, a Sodexo, empresa de soluções em alimentação corporativa, identificou que, para sustentar seu crescimento global e garantir a execução da estratégia organizacional, seria necessário transformar o papel da liderança: de foco exclusivo em resultados para uma atuação mais humana, empática e colaborativa.

O objetivo era claro: colocar as pessoas no centro das decisões e quadruplicar o crescimento em dez anos.

Foi nesse contexto que nasceu, em 2025, o programa Liderança Empática, voltado à formação e ao desenvolvimento de líderes em todos os níveis hierárquicos, com foco em novas competências comportamentais e culturais.

O caminho

Desenvolvido com participação direta da alta liderança global da Sodexo, o programa foi estruturado em três fases.

Na primeira, foram definidos, junto ao grupo de líderes globais (chamados de TLR) os cinco pilares da iniciativa: Autocuidado, Empatia, Colaboração, Feedback e Gestão Híbrida

Alessandra Peixoto, diretora de talentos e desenvolvimento da Sodexo no Brasil, explica que esses pilares refletem o propósito da empresa de ser “de pessoas para pessoas”, e estão alinhados à estratégia de ESG (ambiental, social e de governança, na sigla em inglês) e à proposta de valor ao funcionário.

Na segunda fase, os diretores regionais (TLR-1) passaram por capacitação em parceria com uma consultoria especializada, em um processo de “train the trainer” que preparou 18 líderes para atuarem como multiplicadores. 

A terceira etapa marcou o início do cascateamento regional: os diretores-facilitadores conduziram sessões com 184 líderes — gerentes e coordenadores — divididos em nove grupos.

Durante cinco meses, os encontros mensais promoveram debates e atividades práticas sobre os cinco pilares da liderança empática, combinando teoria, troca entre pares e planos de ação.

Realizados em duplas de diretores, os encontros reuniram diferentes estilos e perspectivas, criando um espaço de escuta ativa e aprendizado colaborativo.

“Nosso maior desafio foi conciliar as agendas intensas de entregas do final do ano fiscal com a realização de um programa consistente e próximo da realidade de cada líder”, afirma Alessandra. Ela completa: “A força do projeto veio justamente do engajamento da alta liderança e da criação de um formato prático e adaptável, que respeita o contexto de cada segmento”.

Resultados

Com 245 líderes diretamente envolvidos — entre executivos, diretores e gerentes — o programa se consolidou como um dos eixos estratégicos da cultura da Sodexo.

“Ficou evidente o desejo de construir relações mais harmônicas e colaborativas, baseadas no diálogo e na escuta ativa”, diz Alessandra.

Segundo a empresa, os impactos foram percebidos em diversas frentes: líderes mais empáticos passaram a promover ambientes com maior confiança, senso de pertencimento e autonomia, estimulando a colaboração e a inovação.

Além disso, houve melhora nas relações entre gestores e equipes, com fortalecimento de uma cultura de performance sustentada pela confiança, e não pela cobrança

A próxima edição da pesquisa bianual de engajamento Voice, prevista para 2027, deverá medir o impacto direto da Liderança Empática. Enquanto isso, a Sodexo já prepara ações de sustentação, como podcasts internos para divulgar boas práticas e reforçar os cinco comportamentos culturais alinhados aos pilares do programa.

Para 2026, o plano é expandir o alcance da iniciativa. “O desafio é cascatear o Liderança Empática para os gerentes de unidade, que estão na linha de frente, de modo que eles possam desenvolver os skills para administração das complexas operações espalhadas em todo território nacional”, explica Alessandra.

THINK & DO  

As dicas da Sodexo para criar projetos que estimulem a liderança empática:

  • Defina um propósito claro e alinhado à estratégia do negócio
    Antes de pensar em formatos ou conteúdos, é essencial entender o porquê do programa e como ele se conecta à estratégia organizacional. Um propósito bem definido orienta decisões, mobiliza a liderança e garante consistência na execução. 
  • Engaje a alta liderança desde a concepção até a implementação. O envolvimento genuíno de líderes seniores transforma um programa de desenvolvimento em um movimento cultural. Ao atuar como cocriadores e multiplicadores, eles disseminam conhecimento, modelam comportamentos esperados e reforçam a relevância do tema em toda a organização. 
  • Adapte o formato à realidade e ao ritmo da operação. Para gerar impacto e engajamento, o programa precisa dialogar com diferentes contextos — do corporativo às unidades operacionais. Modelos modulares, sessões práticas e aprendizado entre pares ampliam o alcance e a aplicabilidade.