Polarização: funcionários querem que as empresas se posicionem politicamente

Estudos realizados pelo Gartner revelaram também que a polarização também pode levar a desconforto nos times

Quase metade (44%) dos americanos evitou ativamente colegas de trabalho por causa de suas opiniões políticas, de acordo com pesquisas do Gartner.

De fato, as pessoas começaram a falar mais abertamente sobre o que acham de pautas como eleições, direitos humanos e meio-ambiente – e isso tem gerado conflitos no ambiente de trabalho. Essa foi uma das consequências, segundo especialistas da consultoria, das empresas terem começado a incentivar que as pessoas “fossem quem elas são” no ambiente de trabalho.

Os números apontaram, ainda, que três quartos dos trabalhadores esperavam que sua empresa se envolvesse em debates políticos. Quando se tratava de trabalhadores que queriam que os empregadores se manifestassem sobre questões potencialmente controversas, um terço geralmente queria que sua empresa ficasse de um lado, um terço os queria do outro lado e o terço final era indiferente às opiniões políticas da sua companhia: apenas gostariam de conhecê-las.

Para não desagradar um lado ou outro em tempos de polarização política, muitas empresas preferem não se pronunciar.

Se o medo de se posicionar é compreensível, os funcionários estão cada vez mais cobrando transparência e coerência das empresas. Pregar diversidade e inclusão, por exemplo, mas não se manifestar em pautas relacionadas a isso pode acabar pegando mal.

“O problema é que, quando você fica quieto, todo mundo pensa que você está do outro lado”, disse Brian Kropp, VP de pesquisa do Gartner, para a Forbes. “O que você precisa fazer como organização, como CEO, como líder, é parar e pensar sobre quais são seus valores como companhia e o que você quer defender enquanto empresa. Essa questão política ou cultural importa? Ela afeta seus valores?”.

Só assim, diz Kropp, as empresas terão mais clareza sobre quais os assuntos sobre os quais, de fato, é importante que elas se posicionem.

E não basta, claro, só falar sobre esses temas, mas também partir para a ação, ele acrescenta. “Se você não colocar seus recursos, seu tempo e orçamento nessas questões, você irá desapontar a todos”.

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