Justiça social está na moda

Oito em cada dez consumidores deixariam de comprar ou comprariam menos os produtos de uma marca que tratasse mal funcionários próprios ou de fornecedores

A justiça social e os direitos humanos chegaram à indústria da moda, depois de a pandemia da covid-19 expor a vulnerabilidade dos trabalhadores operacionais. Estudo conduzido pela consultoria McKinsey mostra que mais de 80% dos consumidores mudariam seus hábitos de consumo caso uma marca tratasse mal funcionários próprios ou de fornecedores.

De acordo com a pesquisa, 34% dos consumidores parariam completamente de comprar roupas da marca, enquanto 33% cortariam significativamente o consumo e 15% reduziriam um pouco as compras.

Embora ainda não esteja claro se tais atitudes se traduzirão em mudanças tangíveis no comportamento de compra, alguns sinais começam a surgir, de acordo com a McKinsey. A consultoria cita como exemplo a participação de milhares de consumidores em todo o mundo na campanha #PayUp, que expôs marcas que não se comprometeram a pagar trabalhadores vulneráveis ​​durante a crise pelo trabalho que já haviam feito.

Os pesquisadores destacam, ainda, a força das mídias sociais e a ascensão da geração Z (jovens nascidos a partir de 1997) como consumidores. Dois fatores que, provavelmente, farão dessa predisposição ao boicote de marcas uma tendência de longo prazo − que deve afetar todos os setores, não apenas o da moda. E deixam a dica: é hora de autenticidade e ação.

As empresas precisam se envolver de forma significativa com sindicatos, funcionários, organizações sem fins lucrativos e defensores dos direitos dos trabalhadores.

Gráfico justiça na moda
Justiça na moda

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