Geração Z mantém otimismo sobre primeiro emprego, apesar de mercado mais incerto

Pesquisa mostra que 79% dos jovens esperam conseguir trabalho até seis meses após a formatura; no Brasil, desemprego entre jovens ainda supera a média nacional

A geração Z que começa a chegar ao mercado de trabalho nos Estados Unidos mantém uma expectativa positiva sobre o início da carreira, mesmo diante de um ambiente de contratação mais cauteloso.

Uma pesquisa da National Society of High School Scholars (NSHSS), com 11.443 estudantes, indica que 94% se dizem confiantes em relação ao futuro depois da graduação. Outros 79% esperam conseguir emprego antes ou até seis meses após se formar.

O levantamento reúne estudantes de ensino médio e superior de todos os estados e territórios americanos. A pesquisa também indica que 84% dos jovens da geração Z acreditam poder fazer diferença no mundo, enquanto direitos humanos, acesso à saúde e fome aparecem entre suas principais preocupações. O retrato é de uma geração que combina otimismo profissional com atenção a temas sociais, sem necessariamente enxergar o trabalho apenas como fonte de renda.

No Brasil, dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a entrada no mercado de trabalho segue mais difícil para essa faixa etária. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação do país ficou em 6,1%, enquanto pessoas com ensino médio incompleto registraram taxa de 10,8%. Entre jovens de 18 a 24 anos, a desocupação chegou a 13,8%, mais que o dobro da média nacional.

Ainda assim, há sinais de melhora na transição entre escola e trabalho. Em 2024, 18,5% dos brasileiros de 15 a 29 anos não estavam ocupados, nem estudavam nem se qualificavam — grupo frequentemente chamado de “nem-nem” —, abaixo dos 19,8% de 2023 e dos 22,4% de 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o Brasil alcançou 715.277 jovens aprendizes em novembro de 2025, com saldo de 118.244 novas contratações entre janeiro e novembro, o maior da série.

Para as empresas, o desafio é transformar esse avanço quantitativo em portas de entrada mais consistentes para uma geração que chega ao trabalho com ambição, mas também com menos tolerância a promessas vagas.

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