Geração X é uma das mais afetadas pela pandemia

Estudo mostra consequências do etarismo durante a pandemia para a geração x

Mais da metade dos americanos da geração X, aqueles nascidos entre os anos 60 e o início da década 80, perdeu alguma renda familiar na pandemia, segundo uma pesquisa da empresa Bankrate divulgada pela Business Insider.

Além disso, dados do censo dos Estados Unidos mostram que, em dezembro de 2020, quase 13 milhões dos Xs achavam “muito difícil” pagar as contas. Mas mesmo antes disso a geração passava por dificuldades. Historicamente, os GenX já eram mais vulneráveis economicamente, com muitos ainda lidando com os efeitos da grande depressão. Tanto é que a participação dos Xs na riqueza total das famílias é metade em comparação aos baby boomers.

E eles foram especialmente impactados durante a pandemia: foram os primeiros a serem demitidos nas empresas, tiveram mais dificuldade em se adaptar ao home office forçado e foram obrigados a adiar os planos de aposentadoria. Dados do Centro Transamericano de Estudos de Aposentadoria revelam que, até o início de 2021, 13% dos trabalhadores entre 42 e 55 anos foram demitidos na pandemia, 18% tiveram perdas salariais e 29% tiveram cortes de horas trabalhadas.

Não à toa, cada vez mais especialistas falam sobre a necessidade de se reverem as práticas de demissão e contratação de pessoas mais velhas. Estamos vivendo mais e melhor: não faz mais sentido pensar que a vida produtiva acaba aos 60 anos. Com a exclusão nas empresas e aposentadorias minguando, tornou-se urgente pensar na diversidade etária nas organizações.

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