Cidade na Índia gera controvérsia com uso de dados

Invasão de privacidade: Uso de tecnologia para coletar informações em cidade na Índia vem sendo criticado por ativistas

A cidade de Hyderabad, capital do estado de Telangana, na Índia, está à beira de se tornar uma região de vigilância total, segundo a Anistia Internacional. Por lá, o departamento de polícia tem utilizado reconhecimento facial na segurança pública. Porém, a tecnologia tem sido usada desde o rastreamento de perfis de criminosos e narcotraficantes até a perseguição de cidadãos, conforme reportou o site Vice, recaindo na invasão de privacidade.

De acordo com a descrição do programa Samagram, do próprio governo de Telangana, a ideia é, através da tecnlogia, oferecer uma visão 360 graus de qualquer pessoa, não apenas de criminosos. Além dos dados, o governo também está coletando informações biométricas, como impressões digitais, exames de íris e retina e caligrafia, que vão parar em um banco de dados por até 75 anos.

Já em 2019, o Secretário de TI de Telangana declarava: “Criamos o melhor algoritmo, através do qual as capacidades de aprendizagem da máquina se tornaram tão robustas que chegamos a um nível de 96-97% de acurácia”, disse. “Se você me disser o nome de uma pessoa, eu consigo dar toda a pegada digital dela com cerca de 96% de exatidão… essa ferramenta nos dá os resultados em questão de segundos e é muito útil para fazer o que chamamos de análise da árevore familiar ou análise de relacionamentos”.

Ativistas criticam a ação do governo indiano, alegando que a prática fere o direito à privacidade das pessoas do país. Já para as empresas, fica o alerta: elas precisarão ficar de olho em como seus produtos serão usados, inclusive por governos, além de como são tratadas a informação das pessoas. O risco é contribuírem para programas controversos como esse, o que pode prejudicar a reputação.

Ativistas criticam a ação do governo indiano, alegando que a prática fere o direito à privacidade das pessoas do país.  As empresas precisarão ficar de olho em como seus produtos serão usados, inclusive por governos, além de como são tratadas a informação das pessoas. O risco é contribuírem para programas controversos como esse, o que pode prejudicar a reputação.

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