Pressão arterial sobe depois da pandemia

Estudo mostra que o aumento da pressão arterial foi uma das consequências da pandemia

A pandemia vem afetando nossa saúde tanto física quanto mental. Um estudo publicado na revista científica Circulation avaliou cerca de meio milhão de americanos entre 2018 e 2020 e viu que, no auge da pandemia, entre abril e maio de 2020, a média da pressão arterial ficou 27% mais alta, conforme reportou o site The Cut.

O aumento foi ainda maior entre as mulheres, que foram, segundo os pesquisadores, mais sobrecarregadas nesse período – especialmente aquelas que trabalham fora de casa. Embora as causas para o aumento sejam diversas, o estudo destacou, entre os principais fatores, o estresse crônico e o fato de que muitos deixaram de ir ao médico e a consultas de rotina durante a pandemia.

Para piorar a situação, a pressão alta tem efeitos de longo prazo na saúde das pessoas. Ela pode, por exemplo, causar danos a vasos sanguíneos, artérias e a órgãos essenciais, como o coração, cérebro, rins e olhos. Além disso, pode estar por trás também de ataques cardíacos, falência cardíaca e derrames.

Se para as empresas a diminuição de idas ao médico representou uma economia nas despesas de saúde, o risco é que a falta de acompanhamento tenha piorado a condição dos funcionários, o que pode levar a uma explosão de casos – e custos no longo prazo.

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