Startup cria tecnologia que combate poluição no oceano

Não é só na atmosfera: gás carbônico causa poluição no oceano e acidificação do ambiente marinho.

Uma startup no Havaí acaba de lançar a primeira usina de remoção de gás carbônico do oceano no mundo. Chamada Heimdal, a empresa bombeia água salgada para uma máquina que usa eletricidade para reorganizar as moléculas, removendo o dióxido de carbono. O ácido removido pode ser reaproveitado e vendido como ácido clorídrico e a água do mar desacidificada pode ser devolvida ao oceano.

Segundo pesquisas, o mar absorve um terço do gás carbônico emitido pelos seres humanos na atmosfera. À medida que o gás se dissolve, ele acidifica a água, processo que afeta principalmente corais e mariscos. A acidez do Oceano Pacífico, por exemplo, já começou a dissolver as cascas de jovens caranguejos que nascem na região.

Em entrevista à Fast Company, Erik Millar, co-CEO da Heimdal junto com Marcus Lima, comentou sobre as vantagens da tecnologia. “Quando a acidez excessiva é removida do oceano, isso faz com que o CO² volte a existir como era antes da Revolução Industrial”, afirmou. “Em vez de ser um ácido carbônico, que causa a acidificação no oceano, ele vira bicarbonato e carbonato”.

Essas, ele explica, são formas estáveis do dióxido de carbono mineralizado, que conseguem se depositar para o solo do oceano, onde ficariam armazenadas por mais de cem mil anos.

No futuro, a meta da Heimdal é desenvolver técnicas para retirar grandes quantidades de CO² da atmosfera, algo no qual muitas startups vêm se especializando. Embora esse mercado venha crescendo, a extração de gás carbônico ainda é bastante cara e caminha a passos lentos. A aposta é que, na corrida por criar soluções inovadoras para o aquecimento global, tecnologias mais eficientes e baratas surjam.

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