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Home Depot leva executivos às lojas para aproximar gestão e operação

Funcionário da loja de materiais de construção ajudando cliente a escolher amostra.
Foto: Pexels

Com turnos trimestrais obrigatórios, a Home Depot pretende melhorar o atendimento ao cliente e fortalecer a cultura

A Home Depot, uma das maiores varejistas dos EUA, com mais de 450 mil funcionários e uma receita anual superior a 150 bilhões de dólares, anunciou recentemente que todos os seus funcionários, incluindo executivos, deverão cumprir um turno de oito horas em uma loja da rede uma vez por trimestre.

A estratégia, revelada em um memorando interno obtido pela Bloomberg, é um movimento que promete aproximar os gestores das operações de linha de frente e promover uma maior compreensão prática dos desafios e oportunidades enfrentados pelos trabalhadores diariamente.

A medida ocorre em um momento de queda nas vendas após o pico de gastos domésticos durante a pandemia e aumento do ativismo trabalhista nos EUA, incluindo um esforço de sindicalização na Home Depot em 2022.

Dicas e benefícios de integrar gestores às operações principais

Enviar executivos para trabalhar nas operações não é uma ideia inédita, mas sempre levanta debates dentro das instituições.

Em um artigo para a Inc., Suzanne Lucas, consultora de recursos humanos, defende que executivos que se envolvem diretamente com o trabalho nas lojas têm a oportunidade de criar um vínculo mais próximo com os funcionários operacionais, o que pode gerar respeito mútuo e melhorar a cultura organizacional.

Essa abordagem também pode trazer benefícios no relacionamento com clientes. Quando vivenciam as interações cotidianas, os executivos conseguem perceber pontos de melhoria e ajustar processos que impactam diretamente na experiência do consumidor.

“Todos precisam compreender o core business da organização. Se uma pessoa na empresa não consegue explicá-lo, é necessário investir em treinamento mais eficaz”, enfatiza Lucas.

No entanto, alguns pontos de atenção são fundamentais para o sucesso da experiência: eles precisam estar cientes de que estão lá para aprender, não para ensinar. Isso também significa evitar comportamentos autoritários ou ações que desrespeitem as políticas locais.

Quando bem desenhada e executada, essa abordagem não só beneficia os gestores, mas também fortalece a organização como um todo, criando uma cultura mais colaborativa e orientada ao cliente.