Pesquisa de clima de 2024 confirma sucesso do programa Be Well: índice de saúde e bem-estar dos funcionários brasileiros atinge 80 de 100 pontos, a melhor pontuação da Danone na América Latina e a quinta melhor do mundo
Em 2020, a pandemia de covid-19 destacou a necessidade de uma revolução na forma como as empresas olhavam para a saúde de seus funcionários. Como resposta, a Danone lançou, em meados daquele ano, o programa Be Well, focado em aumentar o bem-estar dos funcionários por meio de três pilares: saúde física, mental e nutricional
“A missão da Danone é levar saúde por meio da alimentação às pessoas. Se a gente proporciona isso para as pessoas de fora, percebemos que também precisávamos fazer o mesmo internamente”, conta José Maciel de Almeida Filho, gerente sênior de Saúde Corporativa da Danone.
A partir de 2021, as áreas de recursos humanos (RH) e de saúde corporativa entenderam que ainda havia muito o que avançar no quesito saúde mental, pois o mundo assistia a um aumento acelerado de casos de depressão e ansiedade.
O caminho
Uma das primeiras ações da Danone para enfrentar a questão foi implementar um questionário sobre saúde mental nos exames periódicos dos funcionários. Dessa forma, aprimorou a triagem de casos iniciais e o suporte psicológico. A empresa também destacou especialistas na área em seu plano de saúde para atender aos funcionários, assim como implementou o benefício de seis teleconsultas gratuitas com psicólogos a todos.
Outra iniciativa surgiu de uma atividade feita na pandemia, quando área de saúde corporativa organizava encontros semanais para trazer informações sobre a covid-19 e proporcionar tranquilidade. Com o fim dessa fase, a empresa percebeu que poderia aproveitar a conexão criada para incluir, no programa Be Well, encontros mensais para abordar questões de saúde de modo geral.
Finalmente, a empresa adotou o formato de encontros online para tratar de saúde mental, realizando cerca de quatro conversas anuais. Os encontros abordam temas como ansiedade, burnout e fatores que impactam o bem-estar psicológico, incluindo gestão financeira e a prática de atividades físicas.
Workshops de sensibilização e capacitação voltados para as lideranças abordaram tópicos como transtornos mentais, qualidade de sono, bem como o impacto das redes sociais na saúde mental.
Os líderes foram treinados para lidar com casos sensíveis em suas equipes. “Agora, quando percebem que alguém está passando por uma situação crítica, fazem um direcionamento mais ágil e assertivo, encaminhando para um médico ou assistente social”, explica José Maciel.
Com a proximidade das lideranças com a área de saúde corporativa, a empresa promove rodas de conversas específicas sempre que necessário. Por exemplo, se um líder perceber que sua área passa por um momento de maior estresse, encontros são organizados com aquele time para mapear questões e encontrar soluções.
Houve ainda a criação do botão de Emergência Emocional, disponível no aplicativo de autocuidado Avatar da Saúde. Quando acionado, a pessoa recebe o contato da Equipe de Atenção Primária e uma psicóloga realiza o atendimento inicial. “Essa ferramenta foi crucial para situações emergenciais, como a recente crise no Rio Grande do Sul causada pelas enchentes”, conta José Maciel.
Resultados
Após quase cinco anos investindo em iniciativas voltadas para a saúde mental, a Danone está colhendo resultados. Em uma pesquisa de clima de 2024, o índice de saúde e bem-estar entre os 3,3 mil funcionários brasileiros atingiu 80 de 100 pontos, a melhor pontuação da América Latina e a quinta melhor de todo o mundo. Os funcionários destacaram as ferramentas criadas e o suporte das lideranças como fatores positivos.
Houve também um aumento do número de funcionários que usam o Wellhub, benefício que oferece acesso a academias de ginástica. Atualmente, 85% deles aderiram ao benefício e frequentam alguma academia. A empresa constatou que esses profissionais gastam apenas um terço do valor do plano de saúde corporativo comparado àqueles que não usam o Wellhub.
Desse modo, a Danone colheu resultados em saúde que se traduzem em ganhos financeiros – para a empresa e para as pessoas. “Com dados robustos que mostram nosso investimento em saúde e os avanços na nossa população, conseguimos negociar com seguradoras e planos de saúde o valor de apólice e sinistro. Já tivemos operadora querendo 40% de aumento anual, mas conseguimos controlar. Por exemplo, um reajuste anual que seria de 10 milhões de reais, negociamos para 2 milhões de reais”, conta José Maciel.
Para 2025, a Danone pretende ampliar uma iniciativa inaugurada em 2023. No segundo semestre daquele ano, a empresa incluiu o questionário Job Stress Scale em suas pesquisas de saúde física e mental. O questionário analisa os fatores de Trabalho, Demanda, Autonomia e Suporte a fim de entender o impacto da organização na saúde dos indivíduos. Em 2023 e 2024, o piloto alcançou 500 pessoas. Em 2025, a meta é envolver todos os funcionários no país.
THINK & DO
As dicas da Danone para desenvolver um projeto de saúde mental para os funcionários:
- Conheça a sua população. Antes de iniciar o projeto, é preciso ter um conhecimento sólido de seus funcionários. Ou seja, entenda as principais questões de saúde e suas demandas.
- Incentive o protagonismo dos funcionários. Mostre que a empresa está preocupada em apoiar o cuidado com a saúde deles, mas que precisam ser protagonistas desse processo.
- Comece pequeno. Muitas empresas patinam para começar um projeto de saúde mental porque não sabem por onde iniciar ou porque têm medo de errar. Comece com uma pequena iniciativa e siga adiante.
