O retorno ao presencial está custando caro

Custos envolvidos no deslocamento até o escritório pesa no bolso dos funcionários

Ir para o escritório todos os dias não sai barato. É isso que os funcionários estão descobrindo após o home office. Transporte, almoço fora de casa, roupas de trabalho: tudo isso pesa no bolso dos trabalhadores. Nos Estados Unidos, os profissionais chegam a gastar 5 mil dólares por ano só para se deslocar até o trabalho, conforme reportou a BBC.

E o custo do retorno ao presencial está se tornando ainda mais acentuado com a estagnação dos salários. Nos EUA, em média, os salários tiveram um aumento de 4%, enquanto o custo de vida subiu 7%. Já no Reino Unido, o salário dos trabalhadores teve uma queda de 1% quando se leva em conta o aumento dos preços. E na África do Sul, os salários foram congelados em 2020, tendo um aumento de apenas de 1,5% em 2021 – pouco contra a inflação, estimada em 4.5%. No Brasil, o salário mínimo também perdeu poder de compra.

Ao mesmo tempo, os custos estão subindo. Em Londres, por exemplo, as tarifas de ônibus e metrô tiveram o maior aumento em uma década. Já o preço da gasolina vem afetando o mundo todo. Só nos Estados Unidos, o aumento do preço da gasolina foi de 50% no último ano. Tudo isso vem afetando ainda mais os trabalhadores que se vêem agora obrigados a se deslocar para o escritório todos os dias.

Em resposta, empresas como o Goldman Sachs passaram a tomar algumas medidas como oferecer café da manhã e almoço gratuitos no escritório. Além de benefícios para aliviar o peso no bolso dos profissionais, as empresas precisarão pensar em estratégias para reter e motivar os funcionários a abraçarem o trabalho presencial, deixando claro suas vantagens e oferecendo um ambiente atrativo.

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