Nos Estados Unidos, McDonald’s oferece vaga de emprego com iPhone grátis

Medida da rede de fast food evidencia um problema do setor de serviços americano após a flexibilização: faltam trabalhadores e sobram vagas

Um restaurante do McDonald’s em Illinois, nos Estados Unidos, está tão desesperado para atrair funcionários que passou a oferecer iPhones para quem se apresentar para trabalhar. A medida inusitada foi comunicada por meio de um anúncio na porta da loja, que viralizou nas redes sociais na semana passada. 

Para ganhar o smartphone é preciso que os novos contratados permaneçam no emprego por seis meses e atendam a alguns critérios, que não foram especificados.

Outra loja da rede na Califórnia também ganhou as manchetes ao oferecer 50 dólares para qualquer pessoa que comparecesse em uma entrevista de emprego. 

Com o ritmo de vacinação acelerado e a flexibilização das regras de isolamento, bares e restaurantes dos Estados Unidos estão reabrindo as portas. Mas, assim como no McDonald ‘s, um problema tem impedido a retomada dos negócios: a falta de mão de obra. 

Donos de restaurantes de cidades como Nova York e Miami relatam dificuldades em contratar garçons, cozinheiros e chefs de cozinha. Para não sobrecarregar as equipes, que foram drasticamente reduzidas nos meses de lockdown, alguns estabelecimentos estão fechando as portas durante um ou dois dias na semana. 

Para atrair profissionais, não só grandes redes de fast-food como o McDonald’s, mas diversos outros bares e restaurantes estão precisando aumentar as remunerações e até oferecer bônus por indicações de funcionários.

Grupos de defesa dos trabalhadores do setor de serviços, como o One Fair Wage, já levantavam essa bandeira há muito tempo. Acontece que a falta de mão de obra vai acelerar as mudanças por melhores condições de trabalho desse segmento – e não se adaptar a isso vai custar um preço alto para os negócios. 

Segundo especialistas, no auge da crise muitos trabalhadores desempregados retornaram para suas cidades natais – e por lá arranjaram novas ocupações.

Sem perspectivas de quando o setor de serviços se recuperaria, outros tantos também foram atrás de capacitação e mudaram de ramo. Soma-se a isso a uma queda no número de imigrantes e o cenário que existe hoje é de, pasmem, mais empregos do que gente disponíve

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