Suicídio de funcionário do Walmart aquece debate sobre saúde mental

Família está processando a empresa, alegando que o Walmart tinha ciência de que o profissional passuia depressão —  e passava por uma crise durante o período em que comprou uma arma na loja em que trabalhava

A família de um funcionário do Walmart, que se matou após comprar uma arma na própria loja em que trabalhava, está processando a companhia por homicídio culposo. O caso aconteceu no final de abril, nos Estados Unidos.

De acordo com o processo, Jacob Mace, 23 anos, empregado de uma unidade da rede em Maryland, nos Estados Unidos, havia sido diagnosticado problemas de saúde mental, como depressão, um ano antes de tirar a própria vida, em 2019.

Além de a empresa ter ciência da condição médica do funcionário, próximo ao dia da tragédia, Jacob teria contado a um colega de trabalho que tinha ideações suicidas.

Depois disso, o gerente da loja e chefe de Jacob cogitou colocar o jovem em uma lista restrita para a compra de armamentos — algo que nunca ocorreu.

Segundo o processo, o Walmart “tinha o dever de treinar e supervisionar seus funcionários para seguirem cuidadosamente os protocolos de segurança projetados para filtrar os potenciais compradores de armas de fogo que apresentassem risco de ferir a si próprios ou a terceiros”. 

O caso do Walmart levanta uma importante discussão: até que ponto a empresa deve ser responsável pela saúde mental dos funcionários?

Nesse caso, além de empregado, o jovem era também cliente. Aliás, o Walmart tem sido questionado sobre seu despreparo em filtrar compradores de armas que apresentariam riscos a si ou à sociedade.

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