51% dos britânicos se sentem pressionados a esconder questões de saúde mental no trabalho

Pesquisa da consultoria Lime apontou que existe um novo tipo de presenteísmo, o “agradaísmo: : quando os profissionais omitem sua condição de saúde mental

Apenas 16% dos britânicos afirmam que possuem apoio no trabalho para cuidar da saúde mental, segundo uma pesquisa da empresa de gestão de saúde Lime, que ouviu 2.132 trabalhadores do Reino Unido. De acordo com o levantamento, 26% dos profissionais afirmaram com todas as letras que estão lutando para ir trabalhar todos os dias. Enquanto 34% dizem que assumiram um estado letárgico, sentindo as mesmas emoções diariamente, não importa o que aconteça.  

A pesquisa ainda apontou que 51% dos respondentes se sentem pressionados a esconder que estão passando por problemas de saúde mental no escritório.

O Lime chama o fenômeno de “agradaísmo”. Ou seja, semelhante ao presenteísmo, quando as pessoas vão trabalhar doentes apenas por pressão de estar fisicamente, com o agradaísmo os trabalhadores, embora sofrendo com o estresse agravado pela pandemia, se sentem obrigados a continuar com as suas atividades como se nada estivesse acontecendo.

Os especialistas alertam que, assim como o presenteísmo, que custa às empresas do Reino Unido duas vezes mais que o gasto com faltas e licenças-médicas, o agradaísmo também drena a produtividade dos trabalhadores e, consequentemente, causa prejuízos para as organizações.

Isso porque, por mais que a pessoa se esforce para fingir que está tudo bem, raramente ela consegue ter êxito nessa tentativa. Quase um em cada cinco entrevistados, por exemplo, admitiu que os seus colegas de trabalho desconfiavam que eles estavam escondendo algo.

A solução para evitar que isso aconteça? Simples: as empresas precisam falar abertamente sobre saúde mental e tirar o estigma sobre o tema. “É apenas chamando a atenção e priorizando a saúde mental no local de trabalho que podemos apoiar uns aos outros para sermos o mais saudáveis, resilientes, felizes e produtivos possível”, escreve Shaun Williams, fundador e CEO da Lime, no estudo.

Veja outras descobertas da pesquisa:

Arte: Estúdio Cosmo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *