Um zoom nas operações do Zoom no Brasil

Após contratar um executivo para comendar a operação local, a startup aposta no setor financeiro e de educação para crescer no país

Com dez anos de vida, o Zoom viu seu negócio de videoconferências explodir durante a pandemia. Entre dezembro de 2019 e abril de 2020, o número de participantes em reuniões diárias aumentou de 10 milhões para mais de 300 milhões em todo o mundo.

O aplicativo passou a ser usado para tudo, de conversas de trabalho a festas de aniversário e casamento. O hábito de conectar-se por vídeo ficou tão popular que Zoom virou verbo nos Estados Unidos (zooming) e também símbolo de seus exageros – zoom fatigue, a exaustão causada pelo excesso de encontros virtuais, passou a ser estudada como um distúrbio físico e mental.

No ano fiscal de 2021, encerrado em janeiro, a companhia do Vale do Silício registrou receita de quase 2,7 bilhões de dólares, com aumento anual de 326%. A empresa espera faturar cerca de 900 milhões apenas no primeiro trimestre do novo ciclo.

A pandemia acelerou os planos do Zoom para América Latina. Ex-Oracle, Alfredo Sestini Neto foi contratado para comandar as operações do Zoom no Brasil, onde o número de usuários que utilizam o serviço de graça aumentou em 30 vezes e o de usuários pagos cresceu 10 vezes, segundo o executivo. 

No entanto, apesar de o mundo remoto ter sido generoso, a startup não aposta no home office para sempre e prepara pacotes de produtos para serem adotados pelos escritórios do “novo normal”. Um dos produtos é para as TVs corporativas, na qual o cliente consegue controlar o conteúdo que passa nas telas. Além disso, o Zoom fechou parcerias com fabricantes de equipamentos para integrar seu software a TVs, câmeras e outros dispositivos.

Mais do que conectar pessoas pela tela do vídeo, o Zoom poderia ser usado para medir a qualidade do ar, calcular o número de pessoas numa sala e até mesmo identificar um participante que tenha sido infectado pela covid-19, segundo Sestini Neto. É exatamente esse o desafio do executivo: fazer com que os clientes enxerguem que o Zoom é mais que uma solução de videoconferência.

Para ler o conteúdo completo sobre os planos do Zoom para o Brasil, publicado na Think Forward #07, e ter acesso a muitos outros conteúdos, assine o Think Work Lab.

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