CEOs miram operações mais ágeis na retomada

Líderes reconhecem que dar autonomia às pontas é o único jeito de inovar e ser flexível. Mas deixam os RHs de fora da transformação dos negócios

Nos próximos três anos, 56% dos CEOs vão “agressivamente” perseguir a agilidade operacional dos negócios, segundo um relatório do Institute for Business Value (IBV), da IBM, que ouviu 3 mil líderes em 50 países.

Os executivos reconhecem que a única forma de inovar e ter flexibilidade é dando mais autonomia às pontas, mas não sabem bem como fazer isso. Não à toa, 61% estão preocupados em como empoderar os funcionários remotos.

A contradição surge quando os CEOs são perguntados quem do time será relevante nessa transformação das empresas pós-covid. Em primeiro lugar vem o CFO (mais relevante para 57% dos executivos), seguido do COO (56%), CIO/CTO (39%), CMO (19%) e, finalmente, do CHRO (16%).

Os CEOs simplesmente colocam o RH no final da lista na hora de repensar o negócio.

O estudo do IBV também dividiu os executivos conforme o crescimento da receita das empresas, nos três anos anteriores a 2020 e durante o próprio período da pandemia. A diferença de opinião entre os que alcançaram melhores resultados e os que tiveram desempenho financeiro ruim chama a atenção.

Veja os principais contrastes: 

  • Liderança em primeiro lugar. Cerca de 85% dos CEOs com bons resultados citam a liderança como crítica para a execução dos negócios, enquanto 69% dos de baixo retorno relatam a mesma prioridade. Os melhores também identificam um senso de propósito e missão como essenciais para envolver os funcionários a uma taxa 53% maior do que os de baixa performance.
  • Tecnologia é mais que uma ferramenta. Os CEOs de baixo desempenho tendem a subestimar o impacto da tecnologia, concentrando-se nas preocupações tradicionais do mercado. Os melhores CEOs, por sua vez, estão focados nos riscos e oportunidades futuras das inovações emergentes – olhando para as ferramentas de inteligência artificial, eles esperam resultados nos próximos dois a três anos.
  • Empoderar os empregados faz a diferença. Quando se trata do local de trabalho, os líderes divergem fortemente. O trabalho em “qualquer lugar” está entre as preocupações futuras mais citadas pelos bons CEOs, com 50% dos executivos identificando o tema como um desafio importante. Além disso, esses executivos também se concentram no bem-estar do funcionário, com 97% mais deles, do que os de baixo desempenho, apoiando a saúde e o bem-estar dos empregados, mesmo que isso comprometa o lucro a curto prazo.
  • Parcerias alimentam a inovação. Apenas 36% dos CEOs entrevistados em 2020 esperam oportunidades de parceria nos próximos anos, contra 79% dos respondentes em 2015. Os melhores executivos apostam mais nas trocas para a inovação (63%) do que os de baixo desempenho (31%). As organizações estão firmando menos parcerias, isso é fato. Mas os líderes que se destacam no mercado reconhecem que as colaborações são mais importantes e mais valiosas do que nunca.
  • Cibersegurança constrói a base. Paralelamente ao foco mais profundo em ecossistemas, atividades remotas e tecnologia em geral, os melhores CEOs se diferenciam dos demais em outro tema significativo: a segurança cibernética. 26% mais dos líderes com boa performance identificam a ameaça digital e a necessidade de proteger dados e sistemas como um de seus maiores desafios em até três anos.

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