Nem comercial, nem residencial: os escritórios do futuro misturam casa e trabalho

Os designers de escritório já possuem até uma palavra para esse movimento: resimercial

Os espaços de trabalho estão parecendo mais com casas e menos com escritórios. Poltronas duras, baias, carpetes e persianas começam a ser substituídos por sofás amplos e confortáveis, estantes abertas, obras de arte e vasos de plantas.

Os designers de escritórios já têm até uma palavra para esse movimento: “resimercial”, uma mistura de residencial e comercial. Segundo especialistas, o design resimercial surgiu como uma tendência nos escritórios em meados da anos 2010 e ganhou popularidade perto do final da década.

Entre as razões pela preferência por esse estilo de decoração está o fato de que, ao oferecer locais convidativos e charmosos, as empresas esperam atrair funcionários e estimulá-los a trabalhar melhor − principalmente depois de os talentos terem passado um ano e meio em home office

De acordo com os defensores do estilo resimercial, móveis que sejam fáceis de mover, incentivam que os trabalhadores modifiquem seu ambiente e colaborem mais.

Entre os críticos, há quem diga que fazer com que o trabalho se pareça mais com o lar pode perturbar o senso de separação das pessoas, misturando demais esses dois aspectos de suas vidas. Afinal, a distinção do espaço físico contribui para que elas se desconectem dos tarefas da vida profissional e consigam descansar, por exemplo.

Por isso, embora o modelo resimercial possa ser uma alternativa para incentivar os funcionários a voltarem para a empresa, mais do que trocar a mobília, é preciso investir também em uma cultura que respeite e incentive a qualidade de vida, dando mais flexibilidade às pessoas.

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