Na Inglaterra, uma nova lei vai permitir que todos os profissionais solicitem para as empresas o direito à jornadas flexíveis

Atualmente, os empregados precisam esperar até que tenham seis meses de casa para requerer o benefício. Legislação faz parte de um amplo pacote de estímulos aos novos modelos de trabalho proposto pelo governo britânico

O governo britânico está estudando uma lei que permite aos profissionais solicitar às empresas jornadas flexíveis, desde o seu primeiro dia de trabalho. Atualmente, os empregados precisam esperar até que tenham seis meses na função para conseguir o benefício.

Entre as opções que compreendem a política de trabalho flexível do país está a possibilidade de turnos em horários diferentes ou reduzidos e o trabalho híbrido ou remoto. Outra novidade é que, com a nova lei, as companhias que recusarem tais modelos terão de explicar os motivos em menos de três meses e sugerir um outro arranjo para os funcionários.

O nova lei, que entrou em consulta pública, faz parte de um programa mais amplo, batizado de Good Work Plan e criado pelo governo inglês em 2019. O programa está se dedicando a rever os modelos de trabalho no país e incluindo toda uma gama de opções de flexibilidade, como trabalhar menos ou turnos diferentes, as chamadas horas compactadas – trabalhar mais horas em menos dias – trabalhar de casa por algum tempo ou todo o tempo, e compartilhamentos de um mesmo posto.

O incentivo da legislação é bem-vindo. Isso porque, segundo estimativas, um em cada três pedidos de trabalho flexível feito pelos profissionais foi recusado na Inglaterra. Pesquisam apontam que quase quatro em cada 10 mães empregadas não solicitaram algum tipo de flexibilidade que gostariam. Frequentemente, isso acontecia porque presumiam que o pedido seria recusado, mas muitas mulheres também disseram temer que isso prejudicasse suas carreiras.

Pesquisas da Think Work apontam que mais da metade dos funcionários gostaria de manter algum nível de home office, mas a questão precisa ser discutida com o patrão. A lei britânica, por sua vez, deve acelerar uma mudança de mentalidade nas companhias.

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