Na Inglaterra, essa fintech vai oferecer uma licença para profissionais que perderam o bebê

Política da Monzo também vai incluir parceiros homoafetivos ou mães de aluguel. Banco digital é uma das primeiras empresas no Reino Unido a conceder uma licença aborto

O banco digital Monzo se tornou uma das primeiras empresas do Reino Unido a oferecer licença remunerada para funcionários que perderam bebês durante a gravidez. A nova política concede a cada um dos parceiros até dez dias de afastamento no caso de um aborto, aborto espontâneo ou natimorto, independemente do tempo de gestação. 

A licença aborto vale também para parceiros homoafetivos ou mães de aluguel. Com isso, a fintech reconhece que a perda da gravidez não afeta apenas mulheres ou casais heterossexuais. Um período adicional pode ser aprovado pelos gerentes se a equipe achar que o funcionário necessita de mais de duas semanas.

Além da licença aborto, o banco também passou a oferecer um afastamento remunerado flexível de oito dias para trabalhadoras em tratamento de fertilidade. As novas políticas foram implementadas há dois meses e a expectativa é que, em breve, ela seja expandida para o escritório do Monzo nos Estados Unidos. 

De acordo com a legislação trabalhista do Reino Unido, as empresas só são obrigadas a conceder licenças caso os funcionários percam o bebê após 24 semanas, quando passasse a considerar como natimorto.

Por aqui, a CLT garante um repouso remunerado de duas semanas em caso de aborto espontâneo. Porém, a legislação ainda se restringe a conceder o benefício apenas para mulheres cisgêneros. Enquanto a lei não se atualiza, talvez seja a hora de as empresas repensarem essa política.

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