Responder mensagens de trabalho fora do expediente aumenta o estresse e causa de dor na costas a burnout, diz estudo

Pesquisa apontou que 70% dos profissionais cujos chefes esperavam uma resposta do e-mail após o expediente apresentavam níveis elevados de sofrimento psíquico

Atire a primeira pedra quem nunca respondeu um e-mail de trabalho à noite, fora do expediente ou mesmo nas férias. Grupos no Whatsapp e-mails corporativos instalados em nossos celulares fizeram com que, para muita gente, se tornasse normal estar disponível 100% do tempo.

Segundo uma pesquisa do instituto americano The Conversation, que ouviu mais de 2.200 funcionários de 40 universidades australianas, o comportamento é generalizado. 55% dos entrevistados enviaram mensagens sobre o trabalho à noite para colegas.

O imediatismo também foi algo comum: 30% enviavam comunicações digitais relacionadas ao trabalho para colegas nos finais de semana, enquanto esperavam uma resposta no mesmo dia. Outros 21% dos entrevistados tinham supervisores que esperavam que eles respondessem a textos, ligações e e-mails relacionados ao trabalho após o trabalho.

Só que o hábito traz prejuízos à saúde mental e física dos profissionais. A mesma pesquisa identificou que aqueles que eram pressionados a estar 100% online também apresentavam altos níveis de estresse. “As implicações pessoais e sociais das fronteiras imprecisas entre casa e trabalho são sérias. Quando os funcionários estão atendendo chamadas ou respondendo a e-mails em casa, isso afeta sua recuperação do trabalho – tanto mental quanto fisicamente”, escreveram os pesquisadores.

E os males não se restringem a notificações apenas dos chefes. Grupos de funcionários que sentiram que deveriam responder às mensagens de trabalho de colegas fora do horário de trabalho, em comparação com grupos que não o fizeram, também relataram níveis mais elevados de sofrimento psíquico (75,9% em comparação com 39,3%). Eles também mostraram níveis mais elevados de exaustão emocional (65,9% contra 35,7%) e sintomas de saúde física (22,1% contra 12,5%).

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