Totvs capacita jovens em tecnologia e faz ponte com o mercado de trabalho

Projeto Start Tech da Totvs busca solucionar dificuldades enfrentadas por jovens em situação de vulnerabilidade social que não conseguem ingressar na área devido à falta de experiência

Há alguns anos, a Totvs, desenvolvedora de software de gestão com mais de 8, 8 mil funcionários, desempenha o papel de formadora de talentos na área de tecnologia por meio do Instituto de Oportunidade Social (IOS), instituição sem fins lucrativos fundada pela empresa e apoiada pela iniciativa privada.  

O instituto oferece capacitação gratuita em tecnologia para jovens em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência. No entanto, a empresa percebeu que muitos egressos do curso ainda enfrentavam barreiras para conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho.

“Atualmente, ainda há pouca oportunidade para os jovens em início de carreira no mercado de tecnologia. Sobretudo para aqueles em situação de vulnerabilidade social, que não possuem experiência nem estrutura, como computador ou internet em casa, para fortalecer os estudos. Muitas vagas, mesmo que em nível básico, exigem experiência na área”, explica Rosane Flores, coordenadora da Universidade Totvs.

O caminho

Para diminuir essa lacuna, a Totvs criou o Start Tech – Programa Social para Empregabilidade Tech, projeto de capacitação e inserção profissional que faz a ponte entre os estudantes que buscam uma formação em tecnologia e a experiência no dia a dia de uma empresa do setor. 

Os alunos têm aulas técnicas, como programação e bancos de dados, e aprendem habilidades comportamentais necessárias para o desenvolvimento profissional e para a entrada no mercado de trabalho. 

As turmas do Start Tech são formadas por ex-alunos selecionados do curso de Desenvolvimento Web do IOS. Durante o programa, cada participante é acompanhado por um padrinho ou madrinha — funcionários voluntários da Totvs —, com quem vivenciam a rotina de trabalho na empresa uma vez por semana, aproximando-se da prática profissional.

Ao longo da primeira edição do Star Tech, em 2022, as pessoas envolvidas no projeto identificaram que ele precisava de adaptações, principalmente em relação aos conteúdos da capacitação. 

“Na primeira turma, percebemos a necessidade de intensificar a formação de base para que os alunos conseguissem acompanhar as aulas. Por isso, implementamos sessões de reforço e tira-dúvidas”, conta Daniela Matos, gerente-executiva da Universidade Totvs.

Compreender as demandas específicas de cada aluno também foi um desafio para o projeto. “Tivemos que dar atenção às necessidades individuais dos alunos, que passam por situações pessoais diversas. Para isso, temos o apoio de profissionais psicopedagogos do IOS. Enquanto empresa, temos o papel de acolher, apoiar e orientar”, explica Rosane.

Para incentivar a participação dos alunos e aumentar o engajamento, o Start Tech oferece aos participantes vale-refeição, vale-transporte e certificação ao final do curso.

O trabalho do Start Tech não termina quando as aulas acabam. O projeto prevê o encaminhamento dos alunos certificados em direção à empregabilidade, seja dentro do ecossistema Totvs, seja em um dos clientes da empresa. 

Os resultados

Na primeira turma, composta por 27 alunos, o curso registrou uma taxa de retenção de 96,3%. Entre os participantes, 61,5% conseguiram emprego no mercado de tecnologia em até três meses após a conclusão do programa. Desses, 53% foram contratados pela própria Totvs para vagas de base. Essa estratégia também contribuiu para a redução dos custos da empresa com processos seletivos.

A Totvs ainda aponta que o projeto trouxe outros benefícios para o negócio ao promover a diversidade e a inclusão no setor de tecnologia (o que pode resultar em um ambiente de trabalho mais criativo, inovador e produtivo). Um deles é a maior possibilidade de identificar talentos e outro é o fortalecimento da imagem positiva da organização perante a sociedade.

“É uma iniciativa em que todos saem ganhando. A sociedade se beneficia com a qualificação de mão de obra. Os jovens ampliam suas oportunidades de empregabilidade e melhoram sua qualidade de vida. E as empresas diversificam o acesso a talentos ao ir além da concorrência pelos mesmos profissionais, contribuindo para a formação e o conhecimento necessários para um futuro mais sustentável”, destaca Daniela.

Think & Do:

Veja dicas da Totvs para construir um programa de formação de novos talentos

  • Diversifique o olhar para os talentos: A disputa por profissionais qualificados continua intensa no setor de tecnologia, mas é possível buscar talentos em novas fontes. Muitos jovens em situação de vulnerabilidade social, por exemplo, possuem potencial, mas enfrentam barreiras financeiras que os impedem de acessar uma faculdade ou curso profissionalizante.
  • Envolva o público interno. Durante a construção do projeto, envolva os stakeholders internos para que participem da construção da grade de capacitação, do cronograma de práticas e das atividades extras. Essa escuta é relevante para estabelecer parcerias necessárias para o sucesso do projeto.
  • Identifique os obstáculos para o engajamento. Considere as demandas específicas dos envolvidos. No caso do Star Tech, percebeu-se que, por serem jovens em situação de vulnerabilidade social, seria necessário oferecer a eles condições de locomoção e alimentação.