2 em cada três profissionais em home office admitem que trabalham quando estão doentes

Pesquisa da OnePoll apontou que os profissionais estão se sentindo desconfortáveis em se ausentar por conta de gripes e resfriados se estão trabalhando de casa

Com o home office, menos profissionais estão tirando folgas quando têm um resfriado ou dor de garganta, por exemplo. Segundo uma pesquisa realizada pela OnePoll, dois em cada três americanos dizem que, com o trabalho remoto, se sentem desconfortáveis em parar de trabalhar um dia, mesmo que estejam se sentindo mal.

Ainda segundo a pesquisa, 66% dos americanos que trabalham remotamente acreditam que faltar no trabalho por conta de doenças menos graves comparadas à COVID-19 seria algo mal visto pela empresa. Além disso, quase seis em cada 10 (57%) acham que trabalhar remotamente estando doente aumentou sua credibilidade com os colegas de trabalho.

Diante disso, 70% admitiram que, durante a pandemia, continuaram realizando as tarefas enquanto estavam debilitados.

Mas trabalhar doente tem seu preço: 52% disseram que seu desempenho “diminuiu consideravelmente” durante o período.

O fato de estarem distantes e de não haver o risco de contaminar os colegas, faz com que as pessoas não tenham noção de quão doente estão para se afastar do serviço. Fora isso, muitos têm medo de que a flexibilidade do home office seja enxergada pelos empregadores como falta de produtividade. Pais em teletrabalho podem se sentir menos à vontade em tirar uma folga para cuidar de crianças doentes porque acham que seria possível – embora estressante – trabalhar em casa enquanto cuidam das crianças, por exemplo.

Especialistas lembram que trabalhar enquanto se está doente pode retardar a recuperação dos trabalhadores e fazer o quadro se arrastar por mais tempo do que deveria. Além disso, a prática também contribui para agravar casos de burnout, que já estão assolando empresas e profissionais durante a pandemia.

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